Sim, a sede

Os olhos passam à velocidade da sede.
Sim, os olhos. Rentes à margem de uma boca.
Sim, uma boca. Quieta de desembocar correntes.
De afluir para lá do curso entre as margens.
Sim, uma boca. Rente a palavras. Que passam
à velocidade de não serem ditas quando os olhos
sim, os olhos, passam por elas. E não as bebem.
© 2006 Alexandra* ~ OneLight*®
(fotografia de Isabelle Rozenbaum)

<< Home