poemas e outras coisas com asas

... é isso, poemas e outras coisas que, por terem asas, às vezes voam, e às vezes, vêm pousar aqui.

terça-feira, outubro 03, 2006

Sim, a sede


Os olhos passam à velocidade da sede.
Sim, os olhos. Rentes à margem de uma boca.
Sim, uma boca. Quieta de desembocar correntes.
De afluir para lá do curso entre as margens.
Sim, uma boca. Rente a palavras. Que passam
à velocidade de não serem ditas quando os olhos
sim, os olhos, passam por elas. E não as bebem.


© 2006 Alexandra* ~ OneLight*®

(fotografia de Isabelle Rozenbaum)